Hoje, a Glorinha do blog Café com Bolo nos pede para falar sobre o perdão. Decidi fazer um acróstico com a palavra.

Podia ser mais simples.
Espero usá-lo com mais frequência com os outros e comigo mesma.
Restabelece o equilíbrio.
Diminui o fardo.
Alimenta a esperança no ser humano.
Olvida ofensas.

Aproveito para fazer uma mea culpa, até em nome dos outros, já que não sou protagonista de todos os itens. Claro que, num blog que é culinária, procuro não perder o foco…

Perdão pelas vezes que o almoço ficou salgado e dá-lhe tomar água o resto do dia!
Pelos ingredientes que foram para o lixo porque venceram.
Pelas frutas que ficaram esquecidas na fruteira ou embaixo dos pés e não viraram geleias, compotas ou não foram doadas!
Pelo leite que eu, como produtor (não sou produtora!), joguei fora porque o preço estava aviltante.
Pelas oportunidades que tive de diminuir a fome de alguém e não o fiz.
Pelas vezes em que podia ensinar a pescar em vez de dar o peixe.

Para me redimir, trago uma receita com aproveitamento  integral de alimentos, que foi adaptada do Sesi.

Arroz com talos de beterraba e folhas de couve-flor:
2 colheres (sopa) de cebola
1 dente de alho
2 colheres (sopa) de óleo
2 xícaras (chá) de arroz
1 xícara (chá) de talos de beterraba
1 xícara (chá) de cenoura ralada com casca
1 xícara (chá) de folhas de couve-flor
5 xícaras (chá) de água
Sal a gosto

Preparo:
Refogue no óleo a cebola e o alho. Coloque o arroz e refogue um pouco. Misture todos os outros ingredientes bem picados e acrescente água quente. Tempere com sal.
Nota:
Se comprar as beterrabas com as folhas, aproveite para fazer uma panqueca com elas. A receita já publiquei aqui e leva talos  na massa e folhas no recheio.

Para encerrar, reproduzo alguns trechos da música Epitáfio, de Sérgio Britto, cantada pelos Titãs.

“Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer.

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração.

Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor.

Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier…”

 Acrostichum aureum


Foto: daqui.

 A samambaia-do-brejo é oriunda do Brasil. Também conhecida como avencão e samambaia-do-mangue.  Ela sustenta e nutre os manguezais.
Escolhi essa planta não só pelo nome científico, mas também porque podemos fazer um paralelo com a temática. Se até de águas salobras pode haver vida em abundância, por que deixar que nossa vida fique chafurdada no lodo, pela falta de perdão?
Obrigada, Glorinha, pela ideia do lançamento desse desafio sobre sentimentos, que nos deu oportunidade de reflexão por 8 semanas!

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Admito que não é sempre que aproveito integralmente as frutas e há algumas cuja parte não consumida representa o mesmo tanto, ou até mais, do peso da fruta. É o caso da melancia, uma bela, saborosa e suculenta fruta.
Para aquele hábito de um docinho caseiro, acompanhado com queijo ou creme de leite, as compotas de frutas são perfeitas.
Outro dia fiz um suco de melancia com água de coco e gengibre. As partes brancas viraram doce.

Compota de melancia:
400 g de polpa branca da melancia, acrescida de pequena parte da polpa vermelha
2 cravos
1 pedaço de canela em pau
150 g de açúcar cristal

Preparo:
Rale a melancia no ralo grosso. Leve ao fogo com os demais ingredientes. Quando ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 15 minutos. Quando começar a secar, mexa para não grudar. Guarde em compoteira ou num vidro.
Essa receita já tenho há mais de 20 anos.

A temática da semana, do blog da Rosélia, é sobre tempo x espiritualidade. Já comentei aqui, que vez por outra coordeno umas aulinhas para pessoas carentes, onde as receitas ensinadas devem ser fáceis e econômicas. Esse trabalho foi a maneira que encontrei para doar meu tempo, após a aposentadoria. A atividade me dá uma enorme satisfação. No fim, todos saem ganhando.
Sabemos que cada um tem seus dons, seus pontos fortes. Os grandes administradores dizem que, em vez de tentar melhorar os pontos fracos, é preferível reforçar os pontos fortes.
Penso que essa compota de melancia é uma forma bastante econômica de fazer algo doce, para alegrar a vida e, ao mesmo tempo, evitar o desperdício. Certamente fará parte de alguma aulinha, quando a fruta estiver em sua plena safra e o preço fica ainda menor.
A melancia é muito nutritiva. Possui hidratos de carbono (açúcar), betacaroteno (provitamina A) e vitaminas do complexo B e C. Também apresenta cálcio, fósforo, ferro e muita água. Hoje já se conhece o licopeno e glutationa, compostos que a melancia possui em abundância, que são responsáveis por proteger o organismo contra o câncer e a oxidação celular. Várias dessas substâncias também existem na parte branca da melancia.
E o aproveitamento não para por aqui. Os caroços são considerados como alimento em alguns países da África, onde se extrai óleo comestível das sementes. Na Índia, os caroços são transformados em farinha para pão e na Ásia são comidos assados e salgados.
Dados:
Fruticultura.iciag
Nestlé

 

Peperomia-melancia

A Peperomia sandersii é natural do Brasil, também conhecida como peperomia-zebra.
Nota: Sabe aquela foto das melancias acima? Tirei num supermercado, quando tinha acabado de chegar uma gôndola cheia delas. O funcionário do mercado deve ter pensado: “pra que ela está tirando foto de melancias?” No mesmo mercado, numa “ilha” de flores próxima das frutas, lá estava essa peperomia. Não tem como deixar de associar e fotografar…
Ah, o pano de copa de melancia é da época que eu bordava. Aliás, eu já pintei e bordei, literalmente…rs! Atualmente, me dedico a outros interesses.

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