Tag Archives: comida de rua

Amendoim praliné

Amendoim praliné

Hoje é aniversário do meu primeiro sobrinho muito querido. Comentou comigo, quando do aniversário de minha mãe, que estava numa fila de ônibus vendo um vendedor de amendoim doce. Ficou torcendo para que desse tempo de acompanhar todo o preparo antes que o ônibus chegasse. E deu tempo! Foi assim que aprendeu e passou a dica para minha mãe. Tudo isso fiquei sabendo quando encontrei na casa dela esse pote com 1,5 kg de amendoim praliné. Continuar lendo

Filipinas

Quando resolvi divulgar a experiência vivida por minha filha nas Filipinas, não podia imaginar a repercussão que teria.

Isso se deve pelas diferenças culturais, pelos pratos exóticos, pelas belezas pouco divulgadas. Mas faço questão de encerrar essa série de posts, dedicando este a duas pessoas, uma delas sequer sei o nome. Trata-se de uma amiga filipina do Alexandre, do blog Lost in Japan. Minha filha e eu ficamos impressionadas com a reação dela aos posts anteriores. Leia os comentários do Alexandre no 1° e 2° posts:

Tava conversando com uma amiga filipina e mostrei pra ela seu post. Ela ficou tão emocionada ao ver as fotos! E por vc ter divulgado receitas tão tradicionais para eles, coisas que têm sabor de almoço em família. E ela pediu para te agradecer. Ela gosta muito dos brasileiros e ver uma brasileira divulgar o país dela deixou-a emocionada.
Ela pede perdão em nome do povo dela, caso algo de ruim tenha acontecido com sua filha.
Fala pra sua filha escrever um livro! Ela deve ter muitas histórias para contar. E é raro, né, brasileiros que conhecem as Filipinas.”

Claro que vou mostrar para minha amiga esse post. E claro que eu estou curtindo de montão rs.
Sabe que minha amiga ficou tão feliz com seu post que comentou na igreja dela sobre o assunto? E disse que o pessoal lá bateu até palmas. Ficaram felizes mesmo de saber que no Brasil há alguém que divulgou as coisas boas das Filipinas.”

Não é uma gracinha? Esse post é pra vocês, Alexandre (sempre gentil com todos) e sua amiga filipina!

Filipinas

Boracay é uma ilha que fica a 45 km de avião de Manila. Com areia branca e fina, água de um embriagante azul turquesa, segundo palavras da filha.

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A pipoca do Valdir

 

A pipoca do Valdir

Fiquei impressionada com a capacidade empreendedora do Valdir, um pipoqueiro de Curitiba, que trabalha na Praça Tiradentes. Se vocês quiserem uma aula de como valorizar seu trabalho, marketing, qualidade no atendimento, vejam o vídeo. Ele é muito bom no que faz.

A pipoca do Valdir

Circulando pela Praça Tiradentes, encontrei o Valdir. Reconheci rapidamente pela fila formada em torno da barraca. Depois, o nome estampado nas costas do jaleco. Finalmente, o Valdir, com sua simpatia, entregando a famosa pipoca aos clientes. Tem até ajudante. 
Sobre a pipoca, vou ter que voltar lá, porque a fila era grande e eu tinha compromisso, não dava pra esperar.
O álcool gel não estava sendo fornecido, mas a pipoca era entregue num saquinho plástico, com direito a sorriso.
Continuando minha caminhada na praça, encontrei outro pipoqueiro, sentado, sem fila, pipoca esfriando… Vai uma aula aí?

Gastronomia filipina – silvanas e mabuhay!

Gastronomia filipina

Hoje é o Dia Mundial do Turismo. Aproveitando o ensejo, quero dar continuidade ao post sobre as Filipinas e suas curiosidades.
Mabuhay é uma palavra do idioma tagalog usada como saudação para demonstrar hospitalidade. O tagalog é a língua oficial das Filipinas.

pagsanjan

A filha segue em seu relato. “Depois de Banahue, fomos à Pagsanjan Falls, onde foi rodado o filme Apocalypse Now. Fica a 63 km de Manila.”
Notem que a foto foi tirada de dentro do veículo que a conduzia e tem um crucifixo pendurado. Ao contrário da maioria dos países asiáticos, a República das Filipinas é maioritariamente cristã, pois esteve mais de 300 anos sob o domínio espanhol.

O restaurante é no meio do rio, próximo às cascatas. O prato foi servido na folha de bananeira.

O país é de clima quente, úmido e tropical. Villa Escudero tem um coqueiral de 800 hectares na província de Quezon.

Gastronomia filipina

Um dos ingredientes mais empregados na gastronomia filipina é o coco (buko).

Aqui foi servida uma sopa de frango, água de coco e pedaços de coco, chamada binacol, que é cozida dentro de um bambu.

“Fui com alguns colegas de trabalho ao mercado Dampa, onde se pode comprar peixes e frutos do mar fresquinhos e escolher um restaurante para cozinhá-los e comê-los na hora. Bem legal e superbarato! O primeiro prato era filipino: sinigang, uma sopa de tamarindo com espinafre e camarão (azedinha e deliciosa!!!). Os outros pratos também eram ao estilo filipino: doces… tudo adocicado ou com leite de coco, mel ou açúcar mesmo.”
Veja a receita da sopa de tamarindo que já publiquei e o adobo de porco.

mosaico_compras

As primeiras compras feitas no país. Na foto superior, pancit bihon (rice noodles). O pancit (macarrão) é o segundo prato mais popular, perdendo para o arroz. A seção de macarrões instantâneos nos supermercados é enorme. Na outra foto, sorvete de inhame roxo – ube ice cream. Esse não temos por aqui.

mosaico_frutas

Foto dos lanzones: daqui.

Frutas

Essas são algumas das frutas originárias da Ásia que a filha encontrou por lá. Na foto maior, o mangosteen, à direita (superior) o lanzone, um fruto bem doce, de sabor e consistência semelhante à lichia, e na foto inferior o rambutan.

Comidas de rua

A base do doce típico kakanin é um bolo de arroz cozido com leite de coco. Dependendo da região, pode levar batata doce, taro, inhame roxo e, mais recentemente, chocolate, jaca e feijão vermelho.

Os vendedores de taho carregam dois baldes, um contendo tofu cremoso (coalhada de soja) e o outro com sagu (pérolas de tapioca) caramelizadas em açúcar mascavo queimado.

Imaginem a alegria da filha quando descobriu um doce filipino com seu nome!
Trata-se de um cookie congelado, feito com duas placas de suspiro de castanha de caju, com recheio de buttercream, revestido com farelo de cookie ou bolo.

Reproduzi as silvanas, com uma receita adaptada daqui.
Fiz apenas 1/6 da receita, porque era uma experiência e é um doce calórico. O meu ficou mais fino e rendeu 6 doces. Melhor fazer apenas 8 discos, que renderão 4 doces.

Silvanas

1 clara
1/4 colher (café) de cremor tártaro
20 g de açúcar granulado
30 g de castanha de caju
35 g de manteiga
40 g de açúcar de confeiteiro
20 ml de leite
Farelo de bolo ou cookie

Preparo do suspiro
Processe a castanha de caju até ficar finamente moída e reserve. Bata a clara com o cremor tártaro. Aos poucos, adicione o açúcar granulado até ficar em picos firmes. Fora da batedeira, junte a castanha de caju moída.
Peguei cortador oval e risquei no papel vegetal para servir de base para o suspiro. Virei do lado contrário e espalhei porções de merengue acompanhando o desenho oval.
Preaqueça o forno com temperatura de 100° C ou coloque uma colher de pau na porta, se a temperatura mínima do seu forno for superior a 100° C, como o meu. Coloque no forno por 1 hora. Deixe esfriar para soltar do papel cuidadosamente.
Buttercream (creme de manteiga):
Bata a manteiga amolecida, vá adicionando o açúcar e o leite, alternadamente, até ficar homogêneo.

Montagem
Espalhe o creme de manteiga em um suspiro, sobre a parte irregular  e cubra com o outro. Ou seja, a parte lisa do suspiro deverá ficar para fora. Deixe que o creme chegue até a borda para alisar com a faca. Pincele um pouquinho de creme de manteiga em nos dois lados do doce e envolva tudo no farelo de bolo ou cookie. Leve ao congelador e sirva congelado.
Hoje vou deixar vocês sem a flor costumeira fechando o post, já que ele vai longo demais… Mas ainda tenho outras curiosidades para mostrar, aguardem.
Paalam! (Adeus!)